Quando um profissional de saúde ou de assistência social precisa analisar dados, a exigência costuma ser a mesma: “funcionar no que já existe”. No Brasil, isso significa falar fluentemente o idioma do DATASUS — TabWin e TabNet — sem exigir que ninguém reaprenda ferramentas, formatos ou fluxos.
O CONVSUS nasce para isso: utilidade pública, open source, que transforma dados socioassistenciais (SUAS) e correlatos em arquivos compatíveis com o ecossistema DATASUS (.DBF, .DEF, .CNV) e — em uma segunda camada — explica em linguagem natural o que significam os dados estatísticos e registros, com foco especial em doenças raras.
Construir tecnologias brasileiras para o Brasil não é um slogan: é uma necessidade. Queremos respeitar o legado, reduzir atrito no dia a dia e abrir caminho para inovação, sempre com utilidade real na ponta.
- Gestores e times de saúde/assistência social em municípios, estados e União.
- ONGs, conselhos e coletivos que monitoram políticas públicas.
- Pesquisadores, jornalistas de dados e universidades.
- Comunidade open source interessada em interoperabilidade de dados públicos.
- Associação Brasileira de Profissionais Atuantes em Doenças Genéticas, Pacientes, Familiares e Voluntários – ACDG (ACDG)
- Site: https://acdgbrasil.com.br/
- Por que este projeto importa: interoperabilidade é inclusão. Ao reduzir atrito técnico (formatação, conversão, padronização), ampliamos a capacidade de análise e advocacy em doenças genéticas e raras, fortalecendo o SUS e o SUAS com base em evidências.
Uma biblioteca/CLI open source focada em:
- Ler dados padronizados em JSON (pasta
Schemas/). - Transformar, achatar e validar conforme mapeamentos oficiais (DATASUS + IBGE).
- Exportar arquivos
.DBF(dados),.DEF(estrutura),.CNV(dicionários) compatíveis com TabWin/TabNet — sem que ninguém precise reaprender ferramentas.
Uma camada de IA (opcional, próxima fase) para responder, em linguagem natural, perguntas sobre os dados — usando indexação e recuperação de contexto (RAG) com conjuntos limitados e gerenciáveis (ex.: 1000 registros de referência).
- Linguagem simples, compilada e multiplataforma — binários leves e fáceis de distribuir.
- Excelente performance para manipulação de dados/arquivos sem dependências pesadas.
- Ecossistema maduro para CLIs, testes e CI (gofmt, golangci-lint, govulncheck).
- Porta aberta para crescer depois:
- Wrappers em múltiplas linguagens (Python/Node/Java/Rust).
- API gRPC para SDKs.
- FFI/C-ABI quando for necessário embutir.
Começamos pragmáticos com Go, mas queremos incentivar e, quando fizer sentido, adotar soluções totalmente brasileiras: serviços, modelos de IA e ferramentas mantidas pela comunidade do Brasil.
Entramos em contato com a Kodus e eles aceitaram apoiar o projeto com Code Review automático (Kody). Nosso muito obrigado pela rapidez, pela abertura e por fortalecer um ecossistema de tecnologia feito no Brasil. Vamos integrar o serviço para acelerar a qualidade das contribuições e manter o padrão do core em Go e dos wrappers. Se por qualquer motivo a integração não estiver disponível em algum momento, seguimos com alternativas, mas estamos muito felizes em contar com a Kodus desde já.
- Engine de transformação (Go), puro e testável: mapeia campos, achata estruturas (flatten) e aplica transformações/dicionários.
- Exportadores DATASUS: escrita de
.DBF(dBase III),.DEF(descrição de campos) e.CNV(dicionários), compatíveis com TabWin/TabNet. - CLI
convsus: subcomandostransform,export,validate; entrada/saída via arquivos estdin/stdout. - Testes table‑driven, golden files e validação real no TabWin/TabNet.
- API gRPC e geração de SDKs (Python/Node/Java/Rust).
- Wrappers simples chamando a CLI como primeira etapa, evoluindo para clientes gRPC.
- Indexação de um universo de referência (ex.: 1000 registros) — foco em relevância, não em “Big Data”.
- API de perguntas/respostas que monta contexto enxuto para o LLM.
- PoC com modelo nacional (Magalu GPT) e, conforme custo/latência, migração opcional para modelos locais leves (TinyLLaMA, GPT‑J, LLaMA 2, Phi‑3 Mini).
- Releases multiplataforma, exemplos reais e documentação ampliada.
- Observabilidade básica e automação de QA.
- Formatação e validação:
- JSON e Markdown padronizados (2 espaços, LF, newline no EOF).
- pre-commit:
trailing-whitespace,end-of-file-fixer,mixed-line-ending,check-json,pretty-format-json.
- Go (core):
gofmt/goimportsobrigatório;golangci-lintegovulncheckno CI.- Tratamento de erros sem
panic;context.Contextem operações canceláveis; testes table‑driven e-raceno CI. - Fixtures em
Schemas/e golden files emtestdata/.
- Code Review automático (Kodus/Kody):
- Integração aceita e em andamento. Regras editoriais (Kody Rules) e revisão automática em PRs para manter padrão e velocidade.
Schemas/com exemplos reais de estrutura de dados.- Documentos e mapeamentos exploratórios (DATASUS/IBGE).
docs/tasks/com critérios BDD para core e exportadores.- Core em Go em desenvolvimento (estrutura sendo preparada).
- Issues: descreva problema/feature com contexto e exemplo.
- PRs: pequenos, com motivação e forma de validação; preferir testes table‑driven.
- Padrões (resumo):
- Go:
gofmt/goimports;golangci-lintlimpo; erros sempanic;contextonde couber;-racenos testes. - JSON/Markdown padronizados; rodar pre‑commit antes do push.
- Go:
- Boas primeiras contribuições:
- Writers de
.DEF/.CNVe testes de compatibilidade com TabWin. - CLI
transform/export/validate. - Mapeamentos para domínios adicionais (com dicionários oficiais).
- Exemplos de wrappers (Python/Node) chamando a CLI.
- Writers de
- Mantido pela ACDG (https://acdgbrasil.com.br/) e comunidade.
- Código (software): PolyForm Noncommercial License 1.0.0 — uso, modificação e distribuição permitidos para fins não comerciais. Uso comercial (inclusive SaaS) requer licença separada com a ACDG. Veja
LICENSE-CODE.txt. - Documentação, textos e imagens: CC BY‑NC‑SA 4.0 — reuso não comercial com atribuição e compartilhamento pela mesma licença. Veja
LICENSE-DOCS.txt. - Código de Conduta: em preparação; seguimos etiqueta comunitária e respeito absoluto a contribuidoras(es).
- É só para saúde?
- Não. O foco é SUAS × Saúde, mas o pipeline é extensível a outras bases públicas.
- Funciona sem GPU?
- Sim. O core em Go é CPU‑bound. IA é opcional e incremental.
- Windows/Linux/macOS?
- Sim. Go compila binários multiplataforma.
- Profissionais, pacientes, familiares e voluntários que inspiram este trabalho.
- Comunidade open source brasileira.
- Kodus/Kody, pela parceria e por investir em tecnologia feita no Brasil.