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highermind-code-skills

Antes de existir uma empresa, existiu uma mente que decidiu construir.

Doze modos cognitivos de execução para o Claude Code. Construído em cima da filosofia Higher Mind: empresas são extensões da arquitetura interna do fundador. Se o código é mediano, o padrão era mediano. Se o software é world-class, a mente por trás dele exigiu world-class.

Skills de direção estratégica (/hm-align, /hm-sequoia) estão em highermind-business-skills.

Isso não é um pack de prompts. É um padrão, codificado uma vez, pra você nunca mais ter que se repetir.


O problema

Toda vez que você abre o Claude Code, você começa do zero. O agente não sabe qual é a sua barra. Não sabe que "bom o suficiente" não é suficiente. Não sabe que você pensa em décadas, não em sprints. Então você se repete:

  • "Faz world-class."
  • "Checa segurança. Todas as camadas."
  • "O design precisa ser nível Apple."
  • "Roda testes. Cobre tudo." Você fala as mesmas coisas, com palavras diferentes, toda vez. A qualidade do output depende de quão bem você traduz o seu padrão naquele momento específico.

highermind-code-skills resolve isso. Você traduz o seu padrão uma vez. Depois ele está sempre lá.


Como funciona

Duas camadas:

CLAUDE.md — sua identidade. Sempre ativo. Todo projeto, toda sessão. O agente sabe quem você é, qual é a sua barra, e que mediocridade não é opção. Você nunca mais precisa explicar isso.

Skills — modos cognitivos que você ativa quando precisa. Cada um coloca o agente num mindset específico com um trabalho específico.

Skill Quando O que faz
/hm-init Início de projeto Melhores ferramentas, melhor estrutura, melhores práticas. World-class desde o primeiro arquivo.
/hm-engineer Validar código Arquitetura, segurança, performance, custo, qualidade. Todas as camadas. Production-grade. LLM patterns nativos.
/hm-security Auditoria de segurança OWASP Top 10, ASVS L1/L2/L3, secrets, supply chain, LLM gotchas, multi-tenant, file upload, business logic. Padrão Tempest/Trail of Bits.
/hm-designer Validar interface Pra onde o software está indo, não pra onde ele esteve. Sofisticação, encantamento, beleza. Padrão Linear/Stripe/A24.
/hm-ux-flow Validar fluxo Não substitui designer (visual). Foca em DECISÃO do user. Friction points, hierarquia, recovery.
/hm-qa Testar tudo Roda, quebra, verifica que funciona. Edge cases, fluxos, agente, infra, uso real. Checklist de bugs recorrentes.
/hm-performance Performance profiling Bundle, render, API latency, DB, LLM tokens, network, memory. Numbers concretos com fix por gargalo.
/hm-data-integrity Dados sagrados Backup, migration safety, destrutivas, runtime integrity, DR plan, compliance, file integrity.
/hm-llm-guardrails App com LLM 12 patterns obrigatórios: sliding window, lazy client, in-flight dedupe, streaming abort, schema validation, cross-channel safety, cost tracking.
/hm-deploy Validar deploy Multi-modelo: Container, Serverless, Desktop (Electron), Mobile (Expo), Library, CLI. Reprodutibilidade, segurança, dados.
/hm-validate-all Pré-ship completo Orquestrador: dispara as 5 (security/engineer/qa/designer/deploy) em ordem otimizada, consolida findings priorizados.
/hm-cli Construção de CLI Bun + Ink + bun:sqlite, agentic-first, cinematográfico. Stack obrigatória, 4 camadas de resposta (slash → regex → Sonnet → tool), custo por turn auditado, dados sagrados, learning persistente.

Skills de direção (/hm-align, /hm-sequoia) estão em highermind-business-skills.


O fluxo

/hm-init           você começa um projeto novo. ele nasce certo.
/hm-cli            se o produto é CLI: Bun + Ink + agentic-first.
[constrói]         você dirige, o agente executa.
/hm-designer       interface na barra.
/hm-ux-flow        fluxo na barra.
/hm-engineer       código na barra (com LLM patterns).
/hm-llm-guardrails se app integra Claude/GPT/Gemini.
/hm-performance           latência/custo/bundle dentro do alvo.
/hm-data-integrity dados protegidos. backup testado.
/hm-security       auditoria de segurança L1/L2/L3.
/hm-qa             funciona end-to-end. edge cases cobertos.
/hm-deploy         sobe, roda, reproduz. multi-modelo.
/hm-validate-all   orquestra as 5 principais. report único.

Você não precisa usar todas toda vez. Use o que o momento pede. /hm-validate-all é o atalho pré-ship que dispara as 5 essenciais (security/engineer/qa/designer/deploy) e consolida.

Pra validar direção e estratégia, use as business skills: /hm-align (é a coisa certa?) e /hm-sequoia (está indo pro futuro?).


Demo

Você:  Preciso construir o fluxo de aplicação pra uma comunidade de founders.
       Membros aplicam, são avaliados, aceitos ou colocados em waitlist.

Você:  /hm-init

Claude: [Seleciona Next.js 15, Tailwind, Supabase, Resend pra emails.
        Estrutura monorepo. Configura auth, schema do banco, rotas de API,
        framework de testes. Tudo organizado, production-grade
        desde o primeiro commit.]

Você:  Constrói o fluxo de aplicação.

Claude: [Implementa: formulário multi-step, fila de revisão, motor de
        decisão, notificações por email, tracking de status, lógica
        de reaplicação.]

Você:  /hm-designer

Claude: O formulário usa layout padrão com cards e bordas cinza.
        Isso é software de 2020. Problemas:
        - Sem hierarquia visual. Toda pergunta tem o mesmo peso.
        - Tipografia padrão. Sem intenção editorial.
        - Fundo claro, sem dark mode.
        - Parece um onboarding de SaaS, não um gateway.

        Correção: uma pergunta por tela, interface dark, transições
        cinematográficas, tipografia editorial. A aplicação deve parecer
        uma experiência, não um formulário.

Você:  /hm-engineer

Claude: [CRÍTICO] Race condition: revisores concorrentes podem aceitar
        o mesmo aplicante, disparando emails de boas-vindas duplicados.
        Fix: optimistic locking no status de revisão.

        [CRÍTICO] Sem rate limiting no endpoint de aplicação.
        Fix: middleware de rate limiter, 3 submissões por email por dia.

        [ALTO] Fila de revisão expõe emails dos aplicantes pra todos
        os revisores sem controle de acesso por role.
        Fix: mascarar emails, adicionar modelo de permissão por revisor.

        Arquitetura sólida. Data flow limpo.
        3 findings. Corrigir os críticos antes de shippar.

Você:  [corrige tudo]

Você:  /hm-qa

Claude: [Roda suite de testes completa. Navega fluxo de aplicação end to end.
        Testa: submissão, submissão duplicada, campos vazios, aceitar,
        rejeitar, waitlist, reaplicação, revisões concorrentes,
        entrega de email, viewport mobile.]

        12/12 cenários passaram. Fluxo de aplicação funciona end to end.
        Um issue menor: tela de sucesso não renderiza corretamente
        em viewports abaixo de 375px. Não bloqueia.

Pra quem é isso

Você constrói porque não consegue não construir. Você usa Claude Code como seu time de dev. Você sabe exatamente como é world-class, mas está cansado de traduzir esse padrão em palavras toda sessão.

Isso codifica o seu padrão uma vez. O agente opera no seu nível desde o primeiro comando.


/hm-init

Início de projeto.

Você abre um projeto novo. Digita /hm-init e descreve o que quer construir. O agente não faz só scaffold. Ele toma decisões:

  • O melhor framework pra esse tipo de projeto (com framework de decisão ponderado)
  • O melhor banco de dados, ORM, solução de auth
  • A melhor estrutura de pastas e patterns de arquitetura
  • Agent-first como default arquitetural (quando aplicável)
  • Infraestrutura local com Docker Compose desde o dia 1
  • Restrições de custo como parte do design
  • Setup de testes desde o dia um
  • Gerenciamento de environments
  • Formatação e linting do código

Cada escolha é justificada contra critérios explícitos: fit pro problema, performance, custo em produção, maturidade, ecossistema, DX. Nada é padrão. Nada é "a gente geralmente usa isso."

O padrão: se um time de engenharia world-class olhasse pra esse projeto no dia um, diria "é assim que se começa um projeto."


/hm-engineer

Validar código.

Você digita /hm-engineer e o agente audita tudo. Não é lint. Não é estilo. É estrutura, segurança, custo e resiliência.

Começa com um baseline inegociável de engenheiro senior (zero bare except, zero any types, zero fire-and-forget, zero secrets hardcoded). Depois audita:

  • Arquitetura: responsabilidades, boundaries, data flow, agent loops
  • Segurança: injection, auth bypass, secrets, trust boundaries, CSRF, ports expostos
  • Performance: N+1 queries, indexes, re-renders, bundle size, caching, I/O paralelo
  • Custo x Performance: API calls justificadas, contexto mínimo em LLMs, token usage consciente
  • Dados sagrados: nenhuma operação destrutiva sem confirmação, volumes nomeados, migrations seguras
  • Infraestrutura: Docker rebuild vs restart, health checks, ports, migrations
  • Resiliência: tratamento de erros, retry logic, failure modes, race conditions
  • Qualidade: testes significativos, naming, abstrações, dependências
  • Escala: gargalos em 10x e 100x

O padrão: se você estivesse vendendo esse software e o comprador contratasse engenheiros pra auditar, eles não encontrariam nada pra reclamar.


/hm-designer

Validar interface.

Não é "faz bonito." É visão.

O design de software está se movendo. O que parecia moderno em 2020 parece datado agora. O que parece moderno agora vai parecer datado em 2028. /hm-designer não valida contra o padrão de hoje. Valida contra pra onde o software está indo.

A barra:

  • Sofisticação: cada elemento tem uma razão pra existir. Nada decorativo. Nada de encher espaço.
  • Diferenciação: essa interface só poderia pertencer a esse produto. Não é um template com conteúdo trocado.
  • Experiência: usar esse software precisa parecer alguma coisa. Não neutro. Não invisível. Intencional.
  • Encantamento: momentos que fazem a pessoa pausar e pensar "isso é lindamente feito."
  • Usabilidade: sem esforço. O usuário nunca fica na dúvida do que fazer.
  • Beleza: baseado nos produtos mais belos que a humanidade construiu. Apple. Airbnb. Linear. Stripe. Vercel.

O que é rejeitado:

  • Qualquer coisa que parece que foi construída de um template
  • Qualquer coisa que poderia pertencer a qualquer produto
  • Qualquer coisa que usa light mode sem considerar dark mode
  • Qualquer coisa com tipografia padrão, espaçamento padrão, tudo padrão
  • Qualquer coisa que prioriza "shippar rápido" em vez de "shippar certo"

O padrão: mostre essa interface pra alguém com gosto. Não um designer. Alguém com gosto. Essa pessoa deve sentir que quem construiu isso se importa profundamente com o craft.


/hm-qa

Testar tudo.

Código que não é testado não existe. /hm-qa roda tudo:

  • Testes unitários pra lógica de negócio
  • Testes de integração pra endpoints de API e fluxos de dados
  • Testes end-to-end pros fluxos críticos do usuário
  • Testes de edge case (estados vazios, valores limites, operações concorrentes)
  • Verificação de infraestrutura (containers sobem? migrations rodam? ports corretos? dados persistem?)
  • Verificação de agente (tool loops terminam? não alucina tools? custo por interação?)
  • Integridade de dados (persistência entre restarts, migrations não-destrutivas, backups)
  • Check de custo (API calls por fluxo, contexto mínimo, custo por usuário/mês)
  • Verificação em viewport mobile
  • Testes de performance e acessibilidade básica

O agente não só roda testes. Ele pensa no que deveria ser testado e não está. Encontra os gaps.

O padrão: você deployaria isso com confiança numa sexta à noite.


/hm-deploy

Validar deploy e infraestrutura.

Você digita /hm-deploy e o agente valida que o projeto é reprodutível, seguro e pronto pra sair do local.

O que ele checa:

  • Docker: containers sobem, ficam healthy, rebuild funciona, dados estão protegidos
  • Environment: .env.example completo, nenhum secret exposto, ports documentados
  • Database: migrations automáticas, schema consistente, dados persistentes
  • Health: endpoints de health check, monitoramento de dependências
  • Reprodutibilidade: clone limpo funciona com um comando
  • Segurança: ports mínimos, CORS correto, secrets fora de logs

O teste definitivo: um engenheiro novo entra no time na segunda e tem o projeto rodando antes do almoço.


/hm-cli

Construção de CLI no padrão Higher Mind.

Terminal não é console. É cinema com restrição. Cada caractere existe por motivo, cada cor significa algo, cada espaço em branco foi escolhido. A barra: se a Linear, a Stripe, ou a A24 fizessem um CLI hoje, seria esse?

Você digita /hm-cli e o agente entra em modo CLI builder. Stack obrigatória:

  • Bun (não Node) — single binary compile, startup instantâneo, bun:sqlite nativo
  • TypeScript strict — zero any, zero unknown sem narrow
  • Ink (React no terminal) — componentes compositáveis, <Static> pra scrollback nativo, flexbox de verdade
  • bun:sqlite (NUNCA better-sqlite3 — não funciona em Bun)
  • Anthropic SDK — Sonnet 4.6 pra análise, Haiku 4.5 pra extração
  • bun build --compile — binário standalone ~60 MB, sem node, sem npm install
  • Install em ~/.local/bin/<name> (já no PATH em macOS/Linux, sem sudo)

Filosofia agentic-first: CLI HM é um agente operando num terminal, não um menu de comandos. Conversa é a interface primária. Slash commands existem pra atalhos rápidos, não pra obrigar o user a aprender sintaxe.

Arquitetura: 4 camadas de resposta, em ordem de custo. Slash command (zero token) → intent local regex (zero token) → Sonnet com contexto (~$0.003) → tool call (zero LLM). Regra de ouro: se a pergunta tem resposta em dado bruto local, camada 1-2 resolve. Sonnet só pra análise/insight.

Inclui patterns canônicos pra: blocks visuais (border + padEnd/padStart + bars + sparklines), CFO/banker tone PT-BR, learning persistente (source='manual' sobrescreve LLM), dados sagrados (idempotência + confirmação destrutiva), distribuição via release.

O padrão: se a Linear, a Stripe, ou a A24 fizessem um CLI hoje, seria esse.


Instalação

Requisitos: Claude Code, Git.

Passo 1: Instalar as skills

Abra o Claude Code e rode:

git clone https://github.com/rodrigohighermind/highermind-code-skills.git ~/.claude/skills/highermind-code-skills && cd ~/.claude/skills/highermind-code-skills && chmod +x setup && ./setup

Passo 2: Configurar o CLAUDE.md

Copie o template incluído pra ~/.claude/CLAUDE.md e customize:

cp ~/.claude/skills/highermind-code-skills/CLAUDE.md.template ~/.claude/CLAUDE.md

Edite ~/.claude/CLAUDE.md pra adicionar seu nome, seus projetos e suas especificidades.

O que é instalado

  • Arquivos de skill em ~/.claude/skills/highermind-code-skills/
  • Symlinks em ~/.claude/skills/hm-init, ~/.claude/skills/hm-engineer, ~/.claude/skills/hm-deploy, etc.
  • CLAUDE.md.template como ponto de partida pro seu arquivo de identidade global

Tudo fica dentro de ~/.claude/. Nada toca seu PATH ou roda em background.


Adicionar a um projeto (opcional)

Pra compartilhar as skills com o time num repo específico:

cp -Rf ~/.claude/skills/highermind-code-skills .claude/skills/highermind-code-skills && rm -rf .claude/skills/highermind-code-skills/.git && cd .claude/skills/highermind-code-skills && ./setup

Atualização

cd ~/.claude/skills/highermind-code-skills && git fetch origin && git reset --hard origin/main && chmod +x setup && ./setup

Desinstalação

for s in hm-init hm-engineer hm-security hm-designer hm-ux-flow hm-qa hm-performance hm-data-integrity hm-llm-guardrails hm-deploy hm-validate-all hm-cli; do rm -f ~/.claude/skills/$s; done && rm -rf ~/.claude/skills/highermind-code-skills

Filosofia

Construído em cima da filosofia Higher Mind:

Primeiro o fundador. Depois a empresa. Depois o mundo.

O mesmo vale pro software. Primeiro o padrão. Depois o código. Depois o produto. Se o padrão é world-class, tudo que vem depois também será.

Empresas são só o subproduto. Software é só o subproduto. O que importa é a mente que decidiu construir.


Licença

MIT


Mantido por @rodrigohighermind.

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Cinco modos cognitivos para o Claude Code. Filosofia Higher Mind.

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